Correndo na Piscina


Um dos exercícios físicos aeróbicos mais procurados para perder peso, a corrida sempre foi um desafio para mim. Primeiro de tudo, meus seios são pesados e nunca achei um top que suportasse com segurança. Por conta disso, meu fôlego era fraco, pois evitava o cardio. Até que em 2012 decidi entrar (pela segunda vez) em um clube de corrida. Me desliguei da questão dos seios, colocando 2 tops e uma camiseta justa e lá fui eu correr em frente à praia no Rio de Janeiro, onde morava.

Estava feliz até depois de um mês começar com dores na lombar e no joelho. Insisti mais um pouco e nada. Fui parar na fisioterapeuta Claudia Faria, que me deu uma dica simplesmente incrível e simples “corra na piscina”! A ideia é que correr na água amorteceria os impactos que acontecem no asfalto e até mesmo na esteira. Essa ideia foi sensacional, mas só pude botar em prática mesmo em 2015, já aqui em Indianapolis.

Correr na piscina virou uma verdadeira paixão. Tanto que resolvi chamar a Claudia para responder algumas questões que possivelmente muitas pessoas, como eu, possam ter sobre essa “modalidade”. Afinal, para quem acha que correr na piscina não faz efeito, está muito enganado. Leia a entrevista aqui abaixo e corra para a piscina para próxima. Você vai se surpreender!


Que benefícios eu posso ter correndo dentro da piscina?

Os benefícios da corrida dentro da piscina são vários: a maior densidade da água já leva a um maior esforço físico, menor impacto, boa queima calórica, maior exigência da musculatura cardíaca e esquelética para que se mantenha uma boa postura durante a execução das atividades realizadas (sendo essa uma das mais importantes condições para este trabalho) já que se encontra num meio mais denso e instável.

Qual a diferença entre correr no asfalto, máquina e na água?

As diferenças básicas:

Asfalto: maior impacto, o indivíduo terá que gerar a propulsão podendo ou não ser constante, queima calórica.

Máquina: menos impacto (porque possuem amortecedor), o indivíduo segue a velocidade constante estabelecida; queima calórica.

Piscina: menor impacto, maior densidade a ser vencida, queima calórica; maior exigência do controle corporal devido à instabilidade do meio aquático que quanto mais movimentos gerados maiores as suas reações. Sendo muito utilizada para pessoas que possuem problemas de coluna e/ou articulares para retomarem suas atividades tanto diárias como de práticas esportivas.

Preciso me esforçar mais em termos de duração, quando corro na água?

Com relação ao tempo procura-se realizar por menos tempo do que nos outros dois casos devido ao meio mais denso, variações pressóricas do meio; variações de temperatura da água que normalmente é aquecida.


Como devo correr?

Em ambas vale salientar que primeiramente se faça uma avaliação médica cardiorrespiratória e depois uma avaliação com um fisioterapeuta ou educador físico (dependerá do objetivo a ser alcançado) para que se monte um programa personalizado para cada indivíduo.

Posso variar os movimentos, como correr de costas e na lateral?

De preferência sempre acompanhada de um profissional com experiência para orientá-la, dependendo dos objetivos pode-se variar a profundidade (máximo: pouco abaixo da altura do peito) da piscina; concentrar-se para manter muita atenção a postura ereta e com a cabeça e ombros centralizados e não anteriorizados (curvados para frente); se o piso for muito liso pode-se utilizar sapatilhas com antiderrapante.

A água é um meio que nos dá muitas possibilidades podendo-se utilizar muitos recursos como mudança de sentidos da corrida a qualquer momento, corrida lateral, saltos, chutes enfim pode-se explorar muita coisa de acordo com o que se objetiva tanto na corrida como para outras atividades esportivas.

Aqui em Indianapolis na piscina da rede de academia LA Fitness, eu corro 20 minutos, fazendo 5 ciclos de 4 corridas variadas (frente, costas, lateral direita, lateral esquerda). Cada volta dá exatamente 1 minutos. Animou? ;)


Claudia Faria ​ é fisioterapeuta formada pela UNESA, pós-graduada em Fisioterapia Esportiva pela UCB, Functional Trainer Coach-FTHP (Buenos Aires-AG) e estudante de Osteopatia na Escuela de Osteopatia de Madrid-RJ.

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